Por Chananda Buss
Com painéis, jogos interativos, telas e exemplares de diversos animais, o museu fica localizado no campus Politécnico, no Jardim das Américas.
A Universidade Federal do Paraná reinaugurou, na última quinta-feira, 23/10, o novo espaço do Museu de Ciências Naturais (MCN), no campus Politécnico . O local, que existe há mais de 30 anos, exibe, além do acervo permanente, a exposição temporária “Expedição Caminho das Águas”.
Com espaços que promovem a interação dos visitantes, os diversos painéis, jogos interativos, telas, visores fotográficos e exemplares de animais fazem parte da experiência de conhecer o MCN. A visita permite aprender mais sobre a vida das aves, insetos, tartarugas, peixes, corais, dentre outros.
“A exposição temporária é realmente uma expedição, em que o visitante conhece desde o rio, o fio condutor da mostra, o estuário, o mar e por fim a Antártica, descobrindo a ciência por trás desses espaços”, conta a coordenadora da exposição temporária, Rosana Moreira da Rocha.
A reinauguração foi o resultado do trabalho coletivo de 51 pesquisadores, 11 laboratórios de pesquisa, 5 programas de extensão e diversas outras pessoas e projetos apoiadores. “Espero que vocês aproveitem e curtam tanto quanto a gente gostou de organizar o espaço”, reitera o articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, um dos apoiadores da reinauguração, Rodrigo Reis.
Para o vice-diretor do Setor de Ciências Biológicas, em que o museu está localizado, esse dia 23 de outubro está marcado como um dia histórico para o setor. “É um momento emocionante para todos nós, é o ensino, pesquisa e extensão da universidade se materializando em um espaço”, explica.
Uma das visitantes na reinauguração foi a Mayara Carneiro, de 41 anos, que já tinha visitado o museu quando criança, na década de 90. “É nostálgico estar aqui. Entrar agora novamente na inauguração traz um sentimento de vivacidade, a universidade tá viva em um espaço mais bonito, moderno e acolhedor”, diz.
Para ela, as crianças são um dos públicos que devem se divertir com a exposição. “Tem coleções de animais, bicho-pau, tartarugas, o aquário está bonito. Venham, tem muita interação”, conta.
“Eu estou achando bem legal as atrações, tem muitos fósseis de animais que não existem mais”, opina Sara do Amaral, de 10 anos. Ezequiel do Amaral, de 13 anos, concorda. “Achei esse museu muito legal, tinha animais que nunca tinha visto. Eu acho sempre bom você ir nos lugares para conhecer mais um pouco”.
Local: Campus Politécnico UFPR (Av. Cel. Francisco H. dos Santos, 100 – Jardim das Américas, Curitiba) – Setor de Ciências Biológicas.
Horário de funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 09h às 12h e de 13h30 às 17h30, exceto feriados.
Por Ádamo Antonioni
O LabMóvel ZikaBus esteve no Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus de Campo Largo, nesta segunda-feira, 01/08, para conscientizar os estudantes do Ensino Médio sobre a importância do combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika, febre chikungunya e febre amarela urbana. No total, 103 alunos e alunas passaram pelo museu itinerante ao longo do dia.
“Muitas pessoas nãos sabem como o mosquito se prolifera. Por isso é importante uma ação como esta”, afirma Melissa Cristina Zabloski, 17 anos, estudante do 3º. Ano do curso de Agroecologia. Outro estudante que também acompanhou a ação foi Leonardo Ferreira, 17 anos, também estudante do 3º. Ano do curso de Agroecologia: “Acho bem necessária essa ação para conscientizar a população sobre a existência desse vírus, como ele funciona, sintomas, como se prevenir, e também achei interessante o aplicativo para identificar os focos de dengue”, ressalta.
O aplicativo ao qual Leonardo se refere é o Globe Observer, desenvolvido pela NASA e que permite que cidadãos coletem dados científicos sobre o meio ambiente, apoiando, desse modo, pesquisas a nível global. Entre seus protocolos, está o Mosquito Habitat Mapper, voltando para o combate ao Aedes aegypti.
Assim, os alunos do IFPR, sob mediação da equipe do ZikaBus, saíram pelo campus para identificar e registrar potenciais criadouros de mosquito. As informações coletadas foram fotografadas e enviadas para uma base de dados global, ajudando cientistas do mundo inteiro a desenvolver estratégias de prevenção de doenças. “Os estudantes passaram a observar os espaços do seu cotidiano com outros olhos”, analisa Mylena Agustin, uma das supervisoras do LabMóvel ZikaBus. “Foi um dia em que eles viveram a experiência de atuar como cientistas cidadãos”, finaliza.
Estudantes acompanham atentamente a exposição externa do ZikaBus. |
Mylena Agustin demonstra como funciona o app Globe Observer. |
Créditos: Ádamo Antonioni